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Proteção Passiva Contra Incêndio X Proteção Ativa Contra Incêndio

Por: Fabrício Rossi

Você sabia que existem dois sistemas de proteção contra fogo / incêndio, a proteção ativa e a proteção passiva contra incêndio?

O incêndio é um dos piores acidentes que podem acontecer em uma edificação e sempre ficam marcados na história das cidades e países. Aqui no Brasil, os maiores incêndios da história foram do Largo do Paissandu em 2018 (São Paulo, SP), Boate Kiss em 2013 (Santa Maria, RS), Edifício Joelma (São Paulo, 1974) e Edifício Strauss (São Paulo, 1972).

A partir desses grandes incêndios da década de 1970, intensificaram as medidas de proteção e combate a incêndio em edificações com foco na proteção ativa, que contempla que a maioria das pessoas conhecem: extintores de incêndio, sprinklers, portas corta-fogo, etc.

Já os sistemas de proteção passiva passaram a ser aplicados no Brasil primeiro na indústria, a partir de 2001. Nesse mesmo ano foram foram criadas as Its – Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros de São Paulo, em 2013 a Norma de Desempenho das Edificações e essas soluções chegaram até edifícios comerciais, residenciais e de atração de público como shoppings, aeroportos, etc.

Deixa eu te explicar primeiro a proteção passiva.

Proteção Passiva Contra Incêndio – PPCI

Talvez você esteja aí se perguntando. Por que o nome proteção passiva? Porque os sistemas PPCI não combatem diretamente o foco do incêndio.

São sistemas de proteção desenvolvidos para que um incêndio iniciado não se propague pelos ambientes pelo período de tempo necessário para as pessoas evacuarem a edificação em segurança, o Corpo de Bombeiros resgatar possíveis vítimas e combater o fogo.

Em resumo, a proteção passiva compartimenta os ambientes e protege as estruturas das edificações.

Os sistemas de proteção passiva obrigatoriamente devem ser testados e aprovados por laboratórios certificados nacionais (IPT/USP, Unisinos) ou internacionais como UL Underwriters Laboratories, Warrignton Certifire.

A proteção passiva tem duas linhas.

Vedação / Compartimentação

A vedação / compartimentação vertical e horizontal, também conhecida por firestop. Nesse grupo fazem parte a vedação e compartimentação de shafts elétricos e hidrossanitários e a selagem de fachadas em pele de vidro. Na indústria temos a vedação / compartimentação de aberturas verticais e horizontais em salas elétricas, porões e galerias de cabos.

Proteção Passiva em Estruturas Metálicas

A outra linha é a proteção de estruturas metálicas, conhecida por fireprotection ou PFP (passive fire protection). O aço, a 550°C perde 40% da sua resistência e as estruturas entram em colapso. Por isso é necessário proteger as estruturas metálicas para que resistam ao fogo por um período determinado que pode ser de 30min, 60min, 90min ou 120min. Esse tempo é conhecido pela sigla TRRF (Tempo Requerido de Resistência ao Fogo).

As duas técnicas mais utilizadas são a pintura intumescente e a argamassa projetada. Cada técnica tem suas particularidades, mas isso é tema para um outro artigo.

Proteção Ativa Contra Incêndio – PACI

A proteção ativa é um conjunto de elementos que tem o objetivo de combater imediatamente um incêndio já iniciado, evitando que se propague por toda a edificação.

Com a proteção ativa já temos mais familiaridade porque ela é composta por elementos já conhecidos no nosso dia-a-dia em edifícios, espaços públicos e de eventos. Eu estou falando dos extintores, os hidrantes, os sprinklers (aqueles “chuveirinhos” que ficam no teto) e os alarmes de incêndio.

Em conjunto com esses elementos funciona também o sistema de sinalização como a indicação de saídas de emergência, iluminação de emergência e demarcação de rotas de fuga.

Macete 01: Os projetos de proteção ativa são elaborados de acordo com as normas do Corpo de Bombeiros Militar de cada Estado e, em seguida, devem ser aprovados pelo mesmo órgão.

Ao término da construção a edificação deve ainda passar por uma vistoria do Corpo de Bombeiros para receber o AVCB – Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e, em seguida, para que receber o “Habite-se” da prefeitura, que é o documento que libera para que os futuros moradores se mudem para os apartamentos, ou o alvará de funcionamento no caso de edificações comerciais.

Conclusão

A proteção ativa e passiva são complementares em uma edificação. Enquanto a passiva compartimenta os ambientes para que o fogo não se propague pela edificação, a ativa extingue o incêndio ainda na sua origem, juntas, preservando o maior bem que é a vida humana.

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